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SEM MEDO DE SE EMANCIPAR!

MENSAGEM DO CRÍTICA RADICAL AO POVO BRASILEIRO

          40 milhões no Brasil não votaram ou votaram nulo ou branco no 1º turno.*

Aqui, a submissão à política foi posta em questão.

O protesto foi contra o terror e o horror reinantes e sinaliza para um outro caminhar.

Com isso, fica inegável a recusa significativa à política. Os dados são eloquentes. Há acúmulo para ter desdobramentos.

Sem dúvida, esse caldeirão de ideias e motivações que advêm das mais variadas pessoas em todas as regiões do país encerra uma grande diversidade. O que enseja uma discussão que ainda não foi suficientemente dimensionada e muito menos realizada.

 

          Essas ideias e motivações carregam consigo um pensar que era considerado impensável e a realização do que era tido como impossível.

Em razão disso, a censura e o cerceamento às ideias da Crítica Radical, que contribuíram para o dimensionamento dessa situação, revelam-se conservadores. Já não conseguem impedir a conspiração desse conteúdo radical. Por isso, a nossa alegria com a explosão no 1º turno.

          O protesto traz em si uma revolta desmedida, mas ainda contida. através dele abre-se a possibilidade de superarmos política, políticos, candidatos(as), partidos, representação, parlamento...

Fazemos parte desse protesto. Mas essa força ainda não está reunida. Sua consciência precisa ser aprofundada e sua organização dá os primeiros passos para romper com a dispersão.

Mas essas limitações podem ser superadas para derrotarmos o fascismo e acabarmos com a decomposição social e devastação ambiental.

 

          Basta, para isso, darmos com urgência urgentíssima um passo consistente: a construção do movimento do protesto com um encontro nacional e transnacional amplo, livre e aberto contemplando a diversidade de opiniões e que assuma cristalinamente a posição de ruptura com a (des)ordem estabelecida.

Através desse movimento poderemos superar as experiências fracassadas da direita e da esquerda, diante da crise da fronteira histórica do patriarcado produtor de mercadorias, que se expressa no colapso da modernização.

Eis a saída para nos emanciparmos.

 

          Afinal, a oportunidade histórica para a emancipação que vinha se apresentando assume uma nova qualidade. Era o que faltava, ao lado da superação do sujeito mercantil, para mudarmos a história desse país e do mundo.

Nesse sentido, não tem como ficarmos contidos nos marcos da política e demais categorias do capitalismo como ficaram Occupy Wall Street, Indignados da Europa, Primavera Árabe e Jornadas de Junho. Por ficarem presos ao estado e mercado, terminaram contribuindo, mesmo que involuntariamente para a vinda de Trump, nazifascismo, ditadura e, no Brasil, Temer.

 

          Diferentemente desses movimentos, podemos ir muito além. Meios para isso estão à nossa disposição. Claro que eles não serão cedidos, mas conquistados. E suas conquistas serão acúmulos para irmos nos libertando, como é o caso da experiência do Sítio Brotando a Emancipação.

 

          Ao contrário disso, Bolsonaro e Haddad brigam para administrar a crise da barbárie.

Atacam-se mutuamente, mas não fazem referência, nem sabem explicar e muito menos apontam saída perante o recuo da civilização, a barbárie, o genocídio, o ecocídio e a instalação do aterro sanitário social mundial e brasileiro.

Um aspecto a destacar, entre outros, é sobre a 4ª Revolução Industrial, a revolução da Robótica que, ao mesmo tempo que apresenta maravilhas, aponta consequências tenebrosas para a humanidade e o planeta.

Um exemplo, dentre muitos, pode ilustrar essa barbaridade anunciada. Segundo o Fórum Econômico Mundial, dentro de 5 a 10 anos serão eliminados 60% dos postos de trabalho no mundo. Mantendo-se a lógica mercantil com as pessoas precisando de dinheiro pra viver, dá pra imaginar a catástrofe humana e social?

Os candidatos, seus partidos, seus marqueteiros e apoiadores nem falam sobre isso. É o reconhecimento de que eles fazem parte do problema e não da solução.

 

          E a constatação é cristalina: não querem ver, nem ouvir, nem falar para não tomarem conhecimento de uma reflexão que nos possibilita compreender a natureza da crise atual e, em consequência, como sair dela.

De cara, já se colocam derrotados diante dos desafios do século XXI.

Com isso, ficam impossibilitados de enfrentar e resolver questões elementares que há séculos vêm acarretando sofrimentos indescritíveis para a nossa gente e a natureza.

 

          Qual seria o ponto nodal dessa reflexão e proposta?

A partir de 1980 o capitalismo mudou o seu modo de produção. Através da microeletrônica deslocou o trabalho vivo (trabalho humano) substituindo-o aceleradamente pelo trabalho morto (máquinas).

Alcançou uma alta produtividade. Na concorrência eliminou a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) e originou uma visão de que, como fênix, sempre renasceria das cinzas.

A compreensão era de que o capitalismo estava diante de mais uma crise de expansão que poderia ser superada e não da sua fronteira histórica e colapso.

 

          O capitalismo nasceu com a produção das armas de fogo. A concorrência se estabeleceu com elas. Dissociou homem e mulher. Submeteu a vida, todas as relações humanas, sociais e com a natureza à lógica irracional da transformação do dinheiro em mais dinheiro pelo trabalho. Estabeleceu uma dinâmica que derrotou todos os obstáculos que encontrou pela frente, inclusive os revolucionários. Engessou, através de suas categorias fundantes, um a priori para o pensamento acadêmico e científico moderno.

 

          Para ganhar a concorrência tinha que produzir mais mercadorias por um custo cada vez mais baixo. Com esse objetivo o capitalismo recorreu então ao aumento da produtividade (mais máquinas, menos tempo de trabalho).

Mas a concorrência, o aumento da produtividade e sua contradição em processo tinham um ponto débil: o trabalho vivo constitui a substância do capital e o tempo de trabalho a sua medida. Anteriormente, através da 2ª revolução industrial, o capitalismo tinha se expandido. Agora, com a revolução da microeletrônica, no entanto, o deslocamento do trabalho vivo atingiu o fundamento da produção burguesa, ou seja, a valorização do valor, a reprodução do dinheiro que agora não se multiplica mais como antes. Como se sabe, máquina não produz valor.

 

          A fuga para a frente através da especulação financeira, que acumula capital fictício numa dimensão gigantesca, está preparando o tombo final do sistema com consequências terríveis e inimagináveis que só poderão ser superadas através de uma proposta emancipatória do capitalismo.

Se o capitalismo mudou, a crítica a ele também teria que mudar. Mas Bolsonaro e Haddad, por serem faces da mesma moeda, estão impossibilitados de fazerem essa mudança. Mentem desavergonhadamente diante da gravidade da situação atual.

 

          Estão despreparados e, no entanto, demonstram disposição para praticarem sobre o povo e sobre si mesmos o veredito do moderno sistema fetichista patriarcal produtor de mercadorias: seu suicídio anunciado.

Bolsonaro juntou os fracassados do golpe de 64 que passaram a conspirar uma aventura militar fascista frente à crise mundial e brasileira que expõe o limite do capitalismo. Para isso buscam legitimidade através das eleições.

Haddad juntou os fracassados da modernização/pós modernização capitalista e socialista que, ao insistirem na sua manutenção, aprisionaram os movimentos sociais brasileiros, impedindo-os de uma ruptura inovadora com a administração democrática da crise da barbárie.

 

          Agora, a conduta de ambos vem impedindo a ruptura categorial com o capitalismo e seus podres poderes que, hoje, tornou-se plenamente possível.

Essa ausência de perspectivas está na base da defesa e/ou conciliação com a Ditadura Militar, da gestação e/ou convivência com a adubação do fascismo, da pseudo-crítica e/ou tolerância e falta de autocrítica em relação à corrupção generalizada.

 

          E, agora, se unificam na defesa das eleições querendo obrigar nosso povo ao voto que não tem como enfrentar e resolver os graves problemas que nos afligem. Querem impedir mais uma vez a possibilidade de um pensar e um agir emancipatórios que acertem contas com essas e outras mazelas que ainda dominam a humanidade e a natureza.

Escolher, portanto, um deles, é escolher a morte e não a vida.

É optar por um passado que já era ou por um presente inaceitável como está.

O caminho é outro.

 

          Em razão disso, a chantagem pela qual querem nos obrigar a escolher um deles deve ser rechaçada.

Precisamos com urgência impedir a catástrofe que eles carregam consigo ao avalizarem a possibilidade de extermínio da humanidade e da natureza.

 

          Nesse sentido, o desfecho do 2º turno é decisivo. Seria interessante que os nossos esforços não se voltassem para os que se candidataram a administrar o Titanic que está afundando. Mas que procurássemos articular os que não querem a continuidade do sistema, em particular os que não votaram, ou votaram nulo e branco para crescer o protesto e construir uma alternativa à altura dos desafios do Século XXI.

 

          Se ficarmos restritos à escolha entre 2 opções anacrônicas, ambas genocidas e ecocidas, estaremos contribuindo, consciente ou inconscientemente para a catástrofe.

Não somos obrigados(as) a escolher uma delas. Não há porque ter medo da gente se emancipar. A realidade nos possibilita e clama por uma nova história. Afinal, o capitalismo não conta mais com nenhuma estratégia que lhe permita sair da crise da sua fronteira histórica.

 

          Para os que lutam e almejam um mundo diferente, temos o protesto que reúne qualidades humanas para conquistarmos a emancipação humana e ambiental.

Sem dúvidas, a política se revestiu, antes, de um papel importante para a regulamentação social. Mas, hoje, não consegue impedir o afundamento do Titanic. Tornou-se obsoleta. Perdeu sua razão de ser. Não é mais solução. Transformou-se numa mentira, falsidade e ilusão. Fracassou.

 

          Com isso, irrompe pela 1ª vez na história desse país a possibilidade de substituir a política e acabar com a sua administração da barbárie. Suplantar essa catástrofe e romper definitivamente com a nossa sujeição, escravidão e servidão voluntárias à política.

Essa façanha histórica virá dos não sujeitados(as), indivíduos conscientes, livres, seres humanos integrais, associados num novo movimento social horizontal, autônomo, independente, criativo para fazer a ruptura categorial com o capitalismo tornando-se emancipados(as)!

 

          Vamos construir um país diferente sem intolerância, racismo, discriminação, xenofobia, misoginia, LGBTfobia, sujeição, discriminação, opressão, exploração, genocídio, ecocídio, neofascismo, enfim, barbárie.

Não se agarre ao passado capitalista! Nem à presente barbárie capitalista que aí está. O presente e o futuro antifascistas dependem de nós no enfrentamento das tempestades que virão!

Vamos construir uma nova vida, um novo modo de produção, um novo modo de pensar, existir, lutar e amar, uma nova sociedade. A sociedade humanamente diversa e desfetichizada, socialmente igual e criativa, prazerosa no ócio produtivo, ecologicamente exuberante e bela e completamente livre.

Com certeza vai valer a pena! Afinal, a nossa alma jamais pode ser pequena!

Um abraço

Crítica Radical

 

 

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