ENFIM, A SAÍDA!

DECLARAÇÃO DE AMOR À FORTALEZA, À HUMANIDADE E AO PLANETA

 

Fortaleza fará 293 anos.

Faz 100 anos a comprovação, no Ceará,

da Teoria da Relatividade Geral, de Einstein.

Completa 80 anos a publicação de um livro

que contém um trecho que apresenta uma prospecção

que realiza um dos voos mais altos do

pensamento humano que foi decisivo

na constituição do Crítica Radical.

Esta prospecção está atualíssima e continua a

nos provocar a um pensar consciente e a um agir livremente.

Um pensar que soube captar a abstração real que

constitui o fundamento do sistema e, por ser a base

da sua lógica, contribui decisivamente para

dimensionarmos e superarmos o nexo categorial do

patriarcado capitalista com sua dissociação sexual, fetichismo,

dominação, discriminação, exploração, racismo, LGBTfobia,

violência, feminicídio, ecocídio, genocídio, bolsonarismo,

sujeito e esgotamento da dinâmica capitalista, exatamente

no 55º aniversário do golpe civil-militar de 64.

Esta prospecção, com suas descobertas,

aprofundamentos e práticas correspondentes

nos possibilita, nesse momento histórico, emanciparmo-nos

juntamente com a natureza, vilas, campos,

cidades e povos do mundo inteiro.

Eis uma bela mensagem à nossa cidade e a melhor

resposta que poderíamos dar às catástrofes, com suas

administrações que advêm do colapso do moderno

sistema fetichista patriarcal produtor de mercadorias.

Esta prospecção foi descoberta na Terra da Luz,

na nossa Cidade do Sol, em 1988.

Naquele tempo a imanência reinava absoluta

sobre a transcendência.

A modernização era considerada a panaceia geral para

enfrentar e resolver os desafios do século XX.

A previsão que anunciava seu limite com

sua barbárie e sua superação foi considerada

impensável e impossível.

Isto impediu de iniciarmos a apropriação das forças

produtivas para a ultrapassagem do capitalismo.

Que nos teria propiciado não só a percepção e luta

antecipadas à crise da fronteira histórica da

sociedade do espetáculo que já estava em gestação,

mas a sua suplantação.

Com isso, este novo cantar não tocou toda a Fortaleza.

Sua imaginação não pôde extrapolar e retirar

toda a poesia do futuro.

Sua criatividade, tesão e emoção ficaram tolhidas.

Sua conspiração artística, social, ecológica

e musical acabou contida.

Nos momentos atuais a imanência virou

administração de catástrofes, o fracasso da

modernização barbariza o mundo

suscitando o inacreditável encontro

entre o impensável e o impossível

Agora, a realidade fez morada naquela previsão

e passou a aninhar essa melodia.

Uma melodia que, por se fundamentar na

crítica categorial ao sistema e estar muito além

do sujeito fetichista narcisista, pode apaixonar Fortaleza.

E, com isso, criar e orquestrar a mais bela sinfonia de

todos os tempos ao comemorar seu aniversário como

cidade da humanidade e do planeta.

Fortaleza, uma parte de você descobriu, abrigou,

acolheu, protegeu desenvolveu e soube esperar

o momento de fazermos brotar a árvore mais

frondosa do planeta Terra.

Hoje, este convite irrecusável se dirige à sua outra parte

que, diante desta oportunidade histórica,

possa abrir seus braços e com fortes abraços

instigar os fortalezenses, em particular os(as)

mais jovens que por não terem qualquer culpabilidade

histórica poderão apropriar-se de uma reflexão e de

uma ação que correspondam melhor à busca que

empreendem por uma vida plena de sentido.

Fortaleza, antes não havia caminhos

traçados e nós voamos.

Finalmente, poderemos juntos embelezar os novos

caminhos com a prática e a teoria da emancipação

humana e ambiental do patriarcado capitalista.

Fortaleza, este seu voar é imperdível!

 

Um abraço

Crítica Radical

 

 

LANÇAMENTO E DEBATE

A CRÍTICA DO CAPITALISMO EM TEMPOS DE CATÁSTROFE – O giro dos ponteiros do relógio no pulso de um morto (Consequência) - Marildo Menegat (UFRJ)

12/abril/2019 – SEXTA-FEIRA – 18h30m – ADUFC – Avenida da Universidade, 2346