IMPEACHMENT PARA O CAPITALISMO! FORUM PARA CONSTRUIR UMA NOVA HISTÓRIA!

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             No dia 23 de janeiro de 2016, na Faculdade de Arquitetura da UFC, estaremos realizando um encontro para pensarmos e deliberarmos como avançar teórica e praticamente na perspectiva da ruptura já com o sistema que está ameaçando de extinção a humanidade e o planeta!

IMPEACHMENT PARA O CAPITALISMO!

RUPTURA OU EXTINÇÃO!

 FÓRUM PARA CONSTRUIR UMA NOVA HISTÓRIA SEM RELAÇÃO FETICHISTA, DE EXPLORAÇÃO, DOMINAÇÃO E DISCRIMINAÇÃO, RACISTA, HOMOFÓBICA, GENOCIDA, ECOCIDA E PATRIARCAL CAPITALISTA!

23/JANEIRO/2016 – SÁBADO – 9h30

FACULDADE DE ARQUITETURA DA UFC

 

    O capitalismo se modificou. Quando o objeto da crítica se modifica, também a própria crítica deve modificar a si mesma.

    Hoje, a ruptura da nossa época exige uma transformação inusitada.

    As novas forças produtivas da microeletrônica escancararam seu verdadeiro potencial de crise. Pela 1ª vez na história, a riqueza material é produzida mais pelo emprego tecnológico da ciência do que pelo dispêndio do trabalho humano abstrato.

    Antes, o fordismo marcava o apogeu do sistema. Agora, a informatização marca sua entrada definitiva em crise! Não apenas em um aspecto particular, mas em seu aspecto central. Trata-se da contradição entre o conteúdo material da produção e a forma imposta pelo valor, pela valorização do dinheiro. O aumento incessante da produtividade do trabalho atingiu uma situação tal que o valor novo adicionado por unidade de produto é insignificante.

    O capitalismo, por causa da concorrência, levou essa produtividade ao infinito. Com isso, acabou produzindo uma drástica redução do valor (que se expressa no dinheiro) e da mais-valia (mais valor que se expressa no lucro) nele incluídos. Eles estão zerando. Eis aí a subversão capitalista que está derrotando o próprio capitalismo.

    Agora, a capacidade de racionalização do trabalho é maior que a capacidade de expansão do mercado. Com isso, a medição da riqueza pelo critério do valor, ou seja, da valorização do dinheiro, se tornou insustentável. O trabalho deixa de ser a fonte principal da riqueza e o tempo de trabalho deixa de ser sua medida. Hoje, a redução do tempo de trabalho a um mínimo está em contradição antagônica com o tempo de trabalho como medida e critério da produção. Eis aspectos fundamentais que explicam a causa e a natureza da crise atual do mundo globalizado.

    Com isso, o capital perdeu sua dinâmica.

    Sua substância, o trabalho, esvai-se.

    Sua expressão, o dinheiro, vira dinheiro sem valor.

    Suas formas de pensamento e formas de existência tornaram-se obsoletas.

    Suas relações patriarcais capitalistas mostram que seu tempo histórico está esgotado.

    Sua crise já não é mais de expansão. Seu sistema sobrevive à beira do colapso.

    O capitalismo hoje se comporta como um sistema condenado à morte.

    Sua execução, no entanto, vinha sendo protelada.

    A dobradinha mercado x estado vinha conseguindo adiá-la.

    A cada adiamento o sistema respirava fundo.

    O alivio, entretanto, durou pouco.

    O adiamento se configura agora como recuo da civilização. Sua razão iluminista passou a gestar trevas. Sua árvore dourada da vida fenece. Hoje nos deparamos diariamente com genocídio, ecocídio, chacina, repressão e assassinatos de migrantes, corrupção, desemprego, austeridade, irracionalidade, barbárie, insegurança, fracassos da economia e da política e um paradoxo instigante que consiste no fato de ainda não utilizarmos a tecnologia para que infinitos horizontes sejam alcançados pela humanidade e o planeta.

    A permanência desse adiamento vinha impedindo a construção de uma resposta à altura dos desafios da crítica radical da crise do capitalismo com sua política e economia em derrocada.

    E o Brasil? O campeão de desmatamento do mundo começa a vivenciar o seu colapso. Os governantes, seus partidos, seus políticos que tentam salvar o capitalismo ocultando o alerta sobre a crise categorial, ensaiam agora uma guerra.

    Uma guerra dos partidos do impeachment, dos partidos contra o impeachment e dos partidos que questionam o impeachment fundamentados na modernização do capitalismo.

    Os que falam em golpe contra o impeachment não atacam o capitalismo.

    Os que falam em impeachment e negam o golpe não atacam o capitalismo.

    Os que falam em afastamento socialista revolucionário do governo não atacam o capitalismo.

    Os integrantes dos movimentos sociais que organizam protestos, radicalizados ou não e se manifestam ecleticamente posicionados de forma crítica ou a favor do impeachment não atacam o capitalismo.

     A manutenção do capitalismo constitui, portanto, um ponto nodal comum em todos esses movimentos. Isso representa uma vitória inegável do capitalismo!

     No entanto, essa vitória acontece num momento em que o capitalismo entra em colapso e não apresenta mais “crise cíclica”, “renascimento das cinzas feito fênix”, “dinâmica desenvolvimentista”, “destruição criativa”. Ou seja, está sem nenhuma perspectiva para oferecer à humanidade e ao planeta a não ser genocídio, ecocídio e barbárie e adentra pela sua fase terminal.

    Para essa guerra eles querem nos obrigar a escolher um desses lados. Mas essas escolhas são anacrônicas, reacionárias, conservadoras.

    Senão, vejamos: a crise atual, como vimos, advém da fronteira histórica da valorização do fundamento da produção capitalista. Ao tentar contornar esse limite interno, com a fuga para frente da financeirização e crédito público, o capitalismo deu n’agua. Essa crise já não mais permite saída nos marcos do próprio capitalismo.

    A resposta para a problemática global da crise da sociedade capitalista encontra sua expressão na questão feminina. Está em cheque a identidade sexual desta sociedade. A superação do valor é também a superação da sua identidade masculina. Superar o patriarcado é superar o moderno sistema fetichista produtor de mercadorias. Por causa disso a crítica radical do valor, da dissociação sexual, do sujeito, da extinção da humanidade e do planeta e do iluminismo constituem um todo indivisível.

    Essa crise, por outro lado, expõe de maneira cristalina o limite externo ecológico do moderno sistema fetichista patriarcal produtor de mercadorias. Hoje nos deparamos com o desaparecimento de várias espécies em todo o planeta terra.

    Diariamente a destruição do equilíbrio dos sistemas naturais mostra a sua expansão. A diversidade da vida no planeta ficou drasticamente reduzida. A vida na terra e a sobrevivência da humanidade estão em perigo. Estamos diante de um evento mais devastador que o impacto do asteroide que matou os dinossauros há 65 milhões de anos.

    Agora, o asteroide somos nós – os seres humanos – que através de relações patriarcais capitalistas construímos o moderno sistema fetichista produtor de mercadorias que provoca rastros de destruição impressionantes; que altera a composição da atmosfera através da emissão de CO2; que aumenta a acidez dos oceanos; que eleva a temperatura média do planeta; que reduz drasticamente os recursos hídricos provocando secas; que polui o ar; que provoca enchentes; que já compromete mais de 50% da superfície da terra; que arrasa uma enorme extensão das florestas tropicais; que expulsa espécies de seu habitat natural; que provoca danos irreparáveis ao ecossistema global; que produz alimentos que matam os seres humanos; que degrada cada vez os serviços de saúde;  que já provoca a extinção de ¼ de todos os mamíferos, de mais de 40% dos anfíbios, de 1/3 dos corais, de 1/3 dos tubarões, de 1/5 dos répteis, de 1/6 das aves,… conforme dados divulgados por cientistas de todo o mundo.

    Agora nós, seres humanos, podemos perceber que estamos diante da ameaça da extinção da humanidade e do planeta.

    Mas, há uma questão decisiva para enfrentarmos todas essas situações. Essa crise mostra que o limite de nossa constituição como sujeito formatado pela matrix fetichista tornou-nos até aqui impotentes perante a criatura – o capitalismo – que se tornou maior que seu criador – o ser humano. Se não formos capazes de superar a nossa máscara de caráter de sujeito pós-moderno da decadência, constituindo-nos como antissujeitos para sairmos da camisa de força em que nos querem colocar, afundaremos nos seus horrores. Horrores que são consequência do funcionamento em fim de linha da própria lógica da sociedade do espetáculo.

    Em consequência do esgotamento dessa lógica, o Brasil passa a viver com o poder de compra das pessoas pulverizado pelo desemprego em massa, pela inflação, pelos juros, pelo ajuste fiscal com novos impostos, pela redução dos serviços públicos e dos investimentos estatais. Evidentemente, o que está aqui em jogo não é somente a reprodução, mas a própria capacidade de existência e funcionamento do capitalismo. São manifestações que demarcam as suas fronteiras. Indicam um programa suicida do modo de produção capitalista. Essa situação torna injustificável que partidos políticos de esquerda, sindicatos e movimentos sociais continuem atrelados ao mercado, ao estado, à política e à economia. Cometerão suicídio juntos com o capitalismo?

    Nunca houve um período da história da humanidade em que a vontade consciente dos seres humanos tenha tido uma importância tão decisiva como tem agora durante a execução da morte da sociedade capitalista.

    Para tentar responder a esses desafios estamos lançando as jornadas emancipatórias. Com elas pretendemos responder aos complexos problemas que advirão da possível elevação das taxas de juros nos EUA, da Conferência do Clima em Paris (COP21), da barbárie contra os imigrantes na Europa, da desfocada encenação do impeachment no Brasil.

    Como antissujeitos reuniremos as condições indispensáveis para encerrarmos o cântico das mercadorias e suas paixões. De agora em diante já podemos cantar o ser humano e sua emancipação.

    A nossa luta agora é pela ruptura já com o moderno sistema fetichista patriarcal produtor de mercadorias, para substituí-lo por uma sociedade humanamente diversa e desfetichizada, socialmente igual e criativa, ecologicamente exuberante e bela, prazerosa no ócio produtivo e completamente livre.

    Um abraço!

    Crítica Radical

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