MENSAGEM AOS AMIGOS E AMIGAS DO CRÍTICA RADICAL

          Através da crítica radical da crise e sua ruptura categorial com o moderno sistema fetichista patriarcal produtor de mercadorias suplantaremos a ameaça de extinção da humanidade e do planeta.

            A confiança no capitalismo já se mistura com o pânico diante de sua crise atual. Trata-se de uma crise inusitada que aponta o colapso socioambiental, das relações fetichistas patriarcais capitalistas e do sujeito.

            A anterior recusa à ideia de um limite interno e externo da valorização do capital se chocou com a sua comprovação na terceira revolução industrial da microeletrônica. Essa recusa em se ocupar com a crítica radical da crise da forma social valor-dissociação, no momento em que começava o processo da fronteira histórica do sistema, foi um erro colossal.

            Tal fato reforça enormemente o chamamento para a superação dessa grave insuficiência, em particular aos teóricos(as) de esquerda em seus mais variados matizes. Eles(as) não quiseram ver, nem ouvir e nem falar sobre essa crítica. Eles(as) não encararam o fato incontornável que seu novo e velho destruidor criativo capitalismo ficou diante do seu limite absoluto.

             Daqui vieram desdobramentos fundamentais. Destaquemos alguns. A política e seus partidos com seus processos de democratização, que nada mais são do que a completa submissão à lógica sem sujeito do dinheiro, perderam sua relevância e estão ameaçados de desaparecimento. Os governantes foram transformados em meros administradores do genocídio, do ecocídio e da barbárie. O estado e o mercado que, em dobradinha, foram pujantes no processo de desenvolvimento do capitalismo, agora se defrontam historicamente com o seu fracasso. O novo período do dinheiro sem valor colocou a humanidade e o planeta num impasse catastrófico, além de contribuir para uma corrupção generalizada. O apelo do masoquismo histórico, que parecia inesgotável, se deparou com o seu esgotamento, ou seja, com o fim do trabalho. Os embustes/ajustes fiscais neoliberais ou neokeynesianos que hoje impõem inauditos sacrifícios aos povos se tornaram impotentes porque ficaram colocados perante a barreira histórica do sistema. A mídia que multiplica informação e insiste em querer manter apenas expectadores(as) começa a perder eficácia perante as pessoas que buscam desenvolver um conhecimento crítico à lógica insustentável da sociedade espetacular. A insistência das autoridades governamentais, frente ao genocídio na segunda maior migração mundial, em afirmarem que a crise não é do sistema e sim dos refugiados, se torna ridícula. Por outro lado, as paliativas medidas para o colapso ambiental, além de ecocidas, são alimentadoras da extinção da humanidade e do planeta.

              Com tudo isso, cresceu a compreensão de que o abalo não é só econômico e ambiental e tem uma causa mais profunda.

              Essa causa ficou, até aqui, quase desconhecida. Hoje, seu redimensionamento, teórico e prático, pode virar pelo avesso a pré-história humana.

              Quando descobrimos e apresentamos o fundamento e o conteúdo da ruptura categorial com o sistema, fomos interpretados como profetas do caos. Agora, diante do seu reinado, há saída?

               Estamos achando que irrompeu um momento contraditório para essa enorme conquista. De um lado, a inconsciência que provoca o recuo da civilização. Do outro lado, a possibilidade de construir a crítica radical da crise que, por ser uma nova ideia no mundo, nos possibilita pensar, existir e lutar por um conteúdo verdadeiramente emancipatório do capitalismo.

               Através dela o pensar descortina uma nova reflexão. O existir impulsiona uma nova visão coletiva para viver uma vida plena de sentido. A luta incentiva a buscar, diariamente, uma nova relação social e com a natureza, uma nova sociedade. Isso contribui para que se forjem profundos e fraternais sentimentos e laços humanos e ambientais com valiosas pessoas aqui e no mundo.

               Antes, voamos quando os caminhos não estavam traçados. Hoje, o novo caminhar/voar para a emancipação humana e do planeta já não é uma impossibilidade.

               Avizinha-se o momento de substituirmos o capitalismo, de cujo ventre surge o terror, rompendo com a falsa polarização entre o capitalismo do terror e o terror do capitalismo. Assim, a sociedade do espetáculo fica suplantada. A barbárie e a extinção serão varridas da face da terra. Eis o momento da construção da nova história sem relação fetichista, de exploração, dominação e discriminação, racista, homofóbica, antissemita, genocida, ecocida e patriarcal capitalista! Essa façanha histórica convida você.

               Nunca houve um período da história da humanidade em que a vontade consciente dos seres humanos tenha tido uma importância tão decisiva como tem agora na suplantação do moderno sistema fetichista patriarcal produtor de mercadorias.

               Como antissujeitos, conscientes e livres, podemos iniciar nossa caminhada para encerrarmos o cântico das mercadorias e suas paixões. De agora em diante já podemos cantar a vida e a natureza, enfim, o ser humano numa sociedade humanamente diversa e desfetichizada, socialmente igual e criativa, ecologicamente exuberante e bela, prazerosa no ócio produtivo e completamente livre.

               Amigo e amiga, 2016 pode ser o prenúncio de uma nova época para a humanidade e o planeta.

               Um grande abraço!

               Crítica Radical

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No dia 23 de janeiro de 2016, na Faculdade de Arquitetura da UFC, estaremos realizando um encontro para pensarmos e deliberarmos como avançar teórica e praticamente na perspectiva da ruptura já com o sistema que está ameaçando de extinção a humanidade e o planeta!

BASTA DE CAPITALISMO!

A EMANCIPAÇÃO É MUITO MELHOR!

 ENCONTRO PARA CONSTRUIR UMA NOVA HISTÓRIA SEM RELAÇÃO FETICHISTA, DE EXPLORAÇÃO, DOMINAÇÃO E DISCRIMINAÇÃO, RACISTA, HOMOFÓBICA, GENOCIDA, ECOCIDA E PATRIARCAL CAPITALISTA!

23/JANEIRO/2016 – SÁBADO – 9h30

FACULDADE DE ARQUITETURA DA UFC

 

 

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