ANO NOVO COM REFLEXÃO E LUTA! CONTINUA A BATALHA DOS TRABALHADORES(AS) DO HOSPITAL E MATERNIDADE DA UFC!

 PLENÁRIA COM REFLEXÃO, REAFIRMAÇÃO DA LUTA E PARTILHA!

           A semana do Natal e a início do Ano Novo tem sido de grande mobilização para os trabalhadores(as) da Maternidade Escola e Hospital das Clínicas em greve contra as demissões em massa e por abertura de negociação para prorrogação dos contratos UFC/SAMEAC.

          Na Plenária Geral de 2ª feira após o Natal, fizemos um balanço geral de toda essa situação e pensamos os próximos passos. Em meio à apreensão e dificuldades, em particular dos que nada receberam do 13º e novembro, um momento de descontração e alegria: a partilha das saborosas mangas trazidas pelos companheiros(as) do Crítica Radical do Sítio Brotando a Emancipação.

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           A UFC, por sua vez, apesar de ter se reunido coletivamente com os trabalhadores(as) continua com a posição fechada em relação à negociação da prorrogação dos contratos. O argumento agora é a AGU – Advocacia Geral da União. Tudo é atribuído à posição da AGU. Em função da mobilização os companheiros que não estão na chamada lista dos 111 receberam os salários de novembro e o 13º. Já os da referida lista continuaram com salários e 13º cortados, não só companheiros em greve, mas também trabalhadores gozando férias, etc. e até gente que não estava na greve. Veja a seguir.

                     TRABALHADORES(AS) OCUPAM GABINETE DO REITOR

          Na segunda-feira, dia 20/12, o grupo decidiu ir à Reitoria e ocupou o Gabinete do Reitor. Após algum tempo o movimento foi recebido pelo Prof. Ciro Nogueira e Prof. José Maria, chefe de Gabinete, no Salão Nobre da UFC, oportunidade em que foram entregues mais cerca de 5.000 abaixo-assinados em solidariedade aos trabalhadores(as) e contra as demissões colhidos recentemente entre estudantes, funcionários e professores da medicina, em várias igrejas, escolas, etc.

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               Foi um momento muito forte em que vários companheiros(as) se manifestaram dando depoimentos emocionados sobre o tempo de trabalho e a dedicação de grande parte de suas vidas a cuidar dos pacientes e garantindo o funcionamento dos referidos hospitais. Ao mesmo tempo protestando contra o verdadeiro massacre a que vêm sendo submetidos por estarem insistindo na luta para se manterem trabalhando no Complexo Hospitalar. As professoras Maria Luiza Fontenele e Rosa Fonseca, do Crítica Radical também se manifestaram, assim como a Presidenta do SINDSAÚDE, Marta Brandão, entre outras diretoras.

           Todos(as) insistiram no pagamento dos salários e do 13º, na prorrogação dos contratos e fim das perseguições.

           Os representantes da reitoria se comprometeram a conversar com o Reitor e dar resposta na terça, 22 de dezembro, às 14 horas.

           À tarde a reunião foi com a direção da SAMEAC na sala C da Biblioteca da Faculdade de Medicina. A Presidenta, Dra Helenir, informou que haveria reunião com a UFC e após isso faria nova reunião.

UFC MANDA PAGAR NOVEMBRO E 13º DA MAIORIA DOS(AS) TRABALHADORES

EM GREVE, MAS PERSEGUE 111 COMPANHEIROS(AS). ENTENDA O CASO.

.           Na terça-feira, reunidos com os trabalhadores(as) no Auditório da Reitoria, o Professor Ciro Nogueira e o Professor Ademar Gondim comunicaram que foi liberado o pagamento da 2ª parcela do 13º integralmente e dos salários de novembro para a maioria dos grevistas, descontados os dias parados, já que cumprem uma escala de greve.

        Sem dúvidas, um resultado importante, mas registrou-se um grave problema de uma perseguição e injustiça flagrante contra 111 companheiros(as).

        Os companheiros(as) que estavam na 1ª lista para serem despedidos, cuja demissão foi sustada pelo Juiz da 7ª Vara do Trabalho, Dr. Antônio Fortuna, de uma certa forma de imediato foram absurdamente penalizados. Como o Juiz decidiu também que as verbas rescisórias calculadas relativas a esses companheiros(as) deveriam ser depositadas EM JUÍZO até a solução do problema ou possíveis rescisões, a UFC  e AGU (Advocacia Geral da União) interpretaram que esse pessoal não deveria receber nada o que, além de uma barbaridade com os pais e mães de família que trabalharam total ou parcialmente na escala de greve, é um flagrante desrespeito à decisão da Justiça! Protestamos veementemente contra essas atitudes e insistimos para que fossem reconsideradas.

        Enquanto isso os advogados do MDTS tentam reverter esse quadro no Tribunal Regional do Trabalho, já que o Juiz da 7ª Vara não quis se manifestar sobre o assunto.

        Com relação à prorrogação dos contratos, que é o objetivo maior da luta, não houve avanços. E surgem boatos da ameaça de uma nova lista de demissões!

ABAIXO A DEMISSÃO! VIVA A EMANCIPAÇÃO!

        Todo esse sofrimento é resultado de uma política desumana do TCU e do governo LULA/DILMA que, ao criar a EBSERH, ordenaram a demissão de mais de 60.000 trabalhadores dos hospitais universitários em todo o Brasil. É também, como alertamos constantemente os companheiros(as), a expressão dessa sociedade capitalista cujas relações sociais são mediadas pelo dinheiro e reguladas pelo Estado sujeitando as pessoas a esse desespero. E, mais ainda, é também a expressão da crise do limite desse sistema, o que coloca na ordem do dia a luta pela ruptura com sua lógica e a construção da emancipação humana.

A LUTA CONTINUA!

         Conforme programado na plenária da segunda, várias comissões foram à AGU, ao Tribunal Regional do Trabalho, à SAMEAC e à OAB.

         As plenárias continuam na diariamente na tenda em frente à MEAC, a partir das 08 horas.

ENCONTROS DIÁRIOS – NA TENDA EM FRENTE À MEAC – 08 HORAS

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