UFC PEDE ILEGALIDADE DA GREVE. MANIFESTAÇÃO E AUDIÊNCIA DO MDTS COM MINISTRO DA EDUCAÇÃO

ABAIXO O REITOR E O TERROR NA UFC!

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       O Movimento em Defesa dos Trabalhadores(as) da Saúde (UFC/SAMEAC) foi surpreendido com o pedido de ilegalidade da greve pela UFC junto ao TRT. Na próxima quinta-feira, haverá reunião para discutir o assunto

       Na sexta-feira, 19/02, os trabalhadores(as) da Maternidade Escola e Hospital das Clínicas ameaçados de demissão pela UFC tiveram um dia de intensa mobilização.

       Logo cedo pela manhã, em ônibus alugado pelo MDTS, os trabalhadores(as) se dirigiram para a Escola Leonel Brizola, Maraponga, onde o Ministro da Educação Aloizio Mercadante participaria do Dia Nacional de Mobilização da Educação contra a Zika. Debaixo de chuva os companheiros adentraram na escola, onde protagonizaram uma manifestação de protesto contra as demissões e pela prorrogação dos contratos da UFC com a SAMEAC. Com a chegada do Ministro, realizou-se uma rápida audiência no Auditório da escola, onde ele recebeu os documentos e remarcou um novo contato para meio dia.

           De lá o ônibus dirigiu-se para o Tribunal Regional do Trabalho para que os companheiros(as) pudessem acompanhar a audiência marcada para 10 horas, de decisão sobre o pedido de ilegalidade da greve feito pela UFC, através de seus Procuradores, em mais uma lamentável tentativa da reitoria de derrotar o movimento. O Tribunal ouviu as partes, mas não deliberou como queriam. A greve continua legal e o processo vai pra frente.

           Ao meio dia houve um novo contato com o Ministro na Base Aérea, onde foi colocada   toda a situação dos trabalhadores(as) do Complexo Hospitalar. Ele ficou de analisar e dar uma resposta na quarta-feira. 

           Posteriormente tomamos conhecimento dos termos da ação proposta pela Reitoria e AGU (Advocacia Geral da União) ao TST, em que, além da ilegalidade da greve e autorização para demissão em massa, entre outras aberrações, é solicitado que a justiça proíba os trabalhadores(as) de ingressarem no Complexo Hospitalar e, pasmem, na própria UFC. (veja abaixo)

           A comunidade universitária, os movimentos sociais, estudantes, professores, funcionários estão sendo chamad@s a se posicionarem contra essa postura intransigente, de perseguição, intolerância, desumanidade e crueldade contra esses trabalhadores(as). 

            Na próxima 5ª feira, haverá uma reunião na Faculdade de Arquitetura da UFC, às 16 horas, para dar continuidade à campanha de solidariedade e contra as demissões e à discussão mais ampla sobre o questionamento ao papel da EBSERH – Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares no que se refere à Autonomia Universitária e aos Hospitais Universitários como unidades de Ensino, Pesquisa e Extensão, bem como a situação da saúde e da vida no atual momento de crise.

                                       NÃO À DEMISSÃO! PELA PRORROGAÇÃO! A LUTA CONTINUA!

Veja aqui trecho da Ação impetrada pela UFC em que é pedido ao Tribunal do Trabalho a ordem para que os referidos trabalhadores…
               …”Não ingressem nas instalações do CH/UFC ou da própria UFC, nem pleiteiem verbas trabalhistas para além desta data, sob pena de multa diária ao sindicato suscitado no valor de R$ 20.000,00 por empregado que descumpra a ordem judicial a ser compensada com a multa de mesmo patamar aplicada à UFC na ação nº 0001685-79.2015.5.07.0007.” (grifo nosso)

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