MENSAGEM AOS(ÀS) SERVIDORES(AS) DO ESTADO DO CEARÁ

A nossa solidariedade diante da repressão aos servidores por parte do aparato estatal do Governo Camilo não pode estar dissociada da apreciação crítica sobre a visão acrítica que insiste em desconsiderar a dialética entre a imanência e a transcendência ao capitalismo, que fundamenta vitórias e não derrotas como a da luta contra a Reforma da Previdência.

Um abraço!

Crítica Radical

PRA COMEÇAR UMA OUTRA HISTÓRIA!

    As rebeliões tomam conta do mundo. Milhões de pessoas querem mudar de vida.

    Substituirão a vida falsa pela vida autêntica?

    Reivindicações específicas detonaram as explosões que logo se alastraram.

    Constata-se uma insatisfação generalizada com a política. Descrença na dobradinha Estado versus Mercado. Cólera diante do fracasso das políticas econômicas neoliberais e neokeynesianas. Temor com as guerras e as ameaças de guerras não só dos Estados Unidos com a China. Repulsa a Trump e Cia. Revolta com bilhões padecendo nas mãos de um grupelho de bilionários. Raiva com a crescente desigualdade social. Aversão à corrupção e decomposição generalizadas. Incertezas com medidas judiciais. Indignação com a simbiose entre democracia e dinheiro. Perplexidade com a substituição, sem garantia de emprego, da força de trabalho pela tecnologia. Pavor com o avanço do genocídio, ecocídio e barbárie.

    Reivindicações são atendidas, outras não, mas as rebeliões não se aquietam. Isso evidencia que os manifestantes sabem o que repudiam. Mas não alcançam as mudanças profundas que a oportunidade histórica possibilita. O impasse com a política mostra isso. Aceitam trocar uma política por outra. Mas não sua superação. Desconhecem a natureza da crise atual do capitalismo. Têm visão só para o concreto e não para o abstrato que o determina. Com isso, se vêem impedidos de acertarem contas com o capitalismo e suas expressões políticas. Continuam aprisionados na imanência. Assim, não olham para a transcendência que pode emancipá-los. Lutam por inclusão e colhem exclusão. Querem viver felizes e se deparam com mais sofrimentos. Não sabem como evitar a crescente inutilidade do ser humano. Querem uma natureza preservada e se chocam com a Terra se tornando inabitável. Agarram-se com a tecnologia que os confinam. Não percebem que sua utilização para valorizar o valor criou um impasse, pois elimina o trabalho que é a substância do capital. E aí a lógica do dinheiro produzir mais dinheiro se esgota, desvaloriza-se, dessubstancializa-se. A tecnologia, portanto, tem uma dupla face: ela escraviza, mas pode, se usada com uma crítica aguçada, contribuir para se libertar.

    Bolsonaro aceitou ser candidato para administrar a crise. Usou e abusou de uma corrupção nunca vista: a corrupção computacional. Não reconhece que milhões de pessoas já não são utilizáveis em termos capitalistas. O que acoberta a justificativa para a execução de milhões do sanatório social. É totalmente contra refletir sobre o dinheiro sem valor que aduba a regressão em curso, o recuo da civilização. É cúmplice do sacrifício humano ao trabalho e tempo abstratos. Quer impedir que se discuta um projeto à altura da natureza da crise. Pavoneia-se de ser um burocrata por defender o fetiche do capital. Bolsonaro vem do que é mais retrógado no país. Identifica-se com isso. Ele conta com o apoio de uma nata de obscurantistas que provocam insultando, destroem direitos, solapam a liberdade, queimam a Amazônia, tiranizam a educação, a cultura e a arte. Deixa claro que pretende inocentar policiais/milicianos que cegarem, aleijarem ou assassinarem quem protesta contra ele. Contrariado, chantageia com o AI-5. Seu velho e seu novo partido são ecos da ditadura civil- militar que se alicerça num programa ainda mais arcaico. Um partido que fará de tudo para tentar impedir uma saída emancipatória da crise. Um partido que está disposto e quer a todo custo o Brasil como coadjuvante do suicídio do capitalismo.

    Diante disso, partidos políticos, quer sejam de direita, centro ou esquerda se movimentam como cordas de caranguejos. Mexem e remexem, mas não saem do lugar. Os caranguejos são amarrados. Eles se amarram ao capital. Não querem mudar, mesmo diante da evidência que o capitalismo mudou o seu modo de produção. Frente a isso, a crítica, teórica e prática, que praticam teria que também mudar. Ao não mudarem, colaboram com a administração da barbárie. É o que indica os preparativos para as eleições de 2020 e 2022 com suas falsas polarizações. É o que evidencia a Reforma da Previdência do Governo Camilo/Bolsonaro, aprovada pela Assembléia Legislativa, claríssimo exemplo da administração da crise de forma restritiva e repressiva. Retiram-se direitos e, diante da resistência, a resposta é a brutal repressão.

    Essa pseudo-crítica assume, assim, a máscara de caráter do faz mas não sabe, demonstrada pela crítica radical. Afinal, o capitalismo produz não apenas mercadorias para as pessoas, mas pessoas para as mercadorias.

    E, hoje, a mercadoria com todas as demais categorias fundantes do capitalismo, entrou na sua crise definitiva. Já não podemos pensar e agir como se o capitalismo ainda pudesse, assim como fênix, renascer das cinzas. No espelho de terror estamos diante da sua barreira histórica, frente à frente com seu limite interno e externo.

    A história do capitalismo mostra, enfim, que sua vitória é também a sua derrota. Uma reflexão que foi extraída da origem do capitalismo. No entanto, permaneceu oculta. A importância do núcleo fundamental que capta os fundamentos do sistema, o valor-dissociação, demorou a ser dimensionada. Hoje o desenvolvimento parcial e a destruição capitalistas entram na sua fase autodestrutiva. A humanidade já convive com a ameaça de extinção humana e ambiental. Aceitará seu desfecho?

    Mas, hoje, ficou insustentável a manutenção da censura sobre a contradição em processo do capital e a prospecção sobre a crise da fronteira histórica do moderno sistema fetichista patriarcal produtor de mercadorias. O conjunto do movimento social, particularmente o movimento feminista, ecológico, anti-racista, LGBT+A, sindical, de intelectuais, professores e cientistas, cultural, artístico, de autonomistas e anarquistas tem agora, diante de si, a oportunidade histórica de se superar, através da crítica categorial ao sistema.

    Diante de nós a oportunidade histórica de ultrapassarmos o capitalismo. Para isso temos que construir um novo movimento social com base na crítica radical do valor-dissociação. Um movimento transnacional emancipatório para substituirmos o capitalismo. Um movimento para superarmos a nossa constituição fetichista, a nossa subjetividade narcisista, a nossa formatação inconsciente, a nossa forma-fetiche, enfim, a nossa forma-sujeito.

    Pra começar uma outra história precisamos estar conscientes, livres e associados(as). Para isso é indispensável que realizemos, através de uma comunicação instigativa, muitas reuniões, debates, pesquisas, estudos, discussões com práticas inovadoras e encontros municipais, estaduais, nacionais e internacionais para que suas análises e proposições que serão acolhidas no  Seminário e Encontro Transnacionais da Emancipação Humana e Ambiental nos possibilitem melhores condições para estarmos à altura das respostas para os desafios do século XXI. Essa façanha histórica vai se realizar no Ceará, em Fortaleza/Sítio Brotando a Emancipação nos dias 30 de abril a 03 de maio de 2020. Portanto, um 1º de maio da emancipação do trabalho!

Até lá vamos traçar novos caminhos para se vislumbrar já a emancipação que virá.

ATO DA EMANCIPAÇÃO!

ENFIM, A SAÍDA!

DECLARAÇÃO DE AMOR À HUMANIDADE E AO PLANETA

27 DE DEZEMBRO – SEXTA – DAS 9 h ÀS 21h

 PRAÇA DA GENTILÂNDIA – BENFICA

BASTA! ATO DA EMANCIPAÇÃO. ENFIM, A SAÍDA! DECLARAÇÃO DE AMOR À HUMANIDADE E AO PLANETA

Face à crise, o fracasso da direita, centro e esquerda.

Qual é o fato mais significativo nesse momento histórico do Ceará e do Brasil?

Com isso ganha força a proposta de um movimento social inovador que tem saída emancipatória para a crise. O novo já nasce com força para emergir e o velho não tem mais forças para existir

Você não acredita?

Venha então para a comprovação.

Mas não é só por isso que você está sendo convidado(a).Venha para inaugurarmos uma nova época para a humanidade e o planeta.

Integrantes da agricultura familiar do interior do Ceará, Grande Fortaleza e outros estados estão inaugurando um novo papel em seus sindicatos e, ao romperem com seus limites  e ao proporem uma vida diferente querem compartilhar com todos(as) nós na praça. Além do mais virão com suas produções alimentícias orgânicas. São resultados de várias iniciativas no trato com a terra, com a água e com o novo ser humano que querem construir. Suas experiências vão pintar no Benfica. É uma riqueza que vai se espalhar na praça numa partilha com todos os presentes.

As mulheres vão apresentar novos caminhos. Descobriram novos horizontes para uma vida verdadeiramente humana e diversa, socialmente igual e criativa, ecologicamente exuberante e bela, prazerosa no ócio produtivo e completamente livre. Entendem que chegou o momento para a superação do patriarcado e que o feminicídio branco e negro está com seus dias contados. Se o caminho que o conservador feminismo criou está esgotado, irrompeu uma abordagem feminista inovadora capaz de conquistar a emancipação das mulheres.

Os(as) companheiros(as) do Hospital das Clínicas e Maternidade Escola da UFC, depois de cinco anos de demissão de 700 deles(as) que ali trabalhavam, venceram as perseguições dos governantes e administradores e vão mostrar porque estão sendo vitoriosos. Responderão aos questionamentos de porque foram tão ousados. Estão se preparando com possível acordo com a UFC. Seus advogados que acumularam uma rica experiência nessa luta querem compartilhar com todos nós na praça. As últimas decisões do Tribunal Regional do Trabalho no Ceará contra o governo, a EBSERH e a UFC confirmam isso. Eles têm importantes ensinamentos não só para os trabalhadores daqui do Ceará e do Brasil, mas do mundo.

E os(as) instigadores(as) do Crítica Radical que souberam prever os acontecimentos atuais formulando um projeto bem fundamentado como resposta estão convocando todos nós para organizarmos a nossa saída dessa vida falsa e construirmos já uma vida autêntica, plena de sentido. Com esse objetivo estão convocando um Seminário e Encontro Transnacionais da Emancipação Humana e Ambiental com colaboradores(as) de vários estados do Brasil e também do mundo para um encontro-resposta à altura dos desafios do século XXI.

Um sonho que se sonhou junto está virando realidade. Venha para juntos começarmos uma outra história!

BASTA!

Da terra inabitável

De inutilidade do ser humano

De mentirosa polarização política

De vida falsa

Do reino do negativismo

De recuo de civilização

Da criminalização da ciência

De fundamentalismo religioso

De política de segurança

Genocida e racista

De liberação de agrotóxico

De desmatamento e aquecimento global

De totalitarismo do Mercado (dinheiro) e do Estado (política)

De genocídio, ecocídio e barbárie

Por uma vida autêntica!

ATO DA EMANCIPAÇÃO. ENFIM, A SAÍDA!

DECLARAÇÃO DE AMOR À HUMANIDADE E AO PLANETA

27 DE DEZEMBRO – SEXTA – 9 Horas – Praça da Gentilândia – BENFICA

PRA COMEÇAR UMA OUTRA HISTÓRIA!

     As rebeliões tomam conta do mundo. Milhões de pessoas querem mudar de vida.

    Substituirão a vida falsa pela vida autêntica?

    Reivindicações específicas detonaram as explosões que logo se alastraram.

    Constata-se uma insatisfação generalizada com a política. Descrença na dobradinha Estado versus Mercado. Cólera diante do fracasso das políticas econômicas neoliberais e neokeynesianas. Temor com as guerras e as ameaças de guerras não só dos Estados Unidos com a China. Repulsa a Trump e Cia. Revolta com bilhões padecendo nas mãos de um grupelho de bilionários. Raiva com a crescente desigualdade social. Aversão à corrupção e decomposição generalizadas. Incertezas com medidas judiciais. Indignação com a simbiose entre democracia e dinheiro. Perplexidade com a substituição, sem garantia de emprego, da força de trabalho pela tecnologia. Pavor com o avanço do genocídio, ecocídio e barbárie.

    Reivindicações são atendidas, mas as rebeliões não se aquietam. Isso evidencia que os manifestantes sabem o que repudiam. Mas não alcançam as mudanças profundas que a oportunidade histórica possibilita. O impasse com a política mostra isso. Aceitam trocar uma política por outra. Mas não sua superação. Desconhecem a natureza da crise atual do capitalismo. Têm visão só para o concreto e não para o abstrato que o determina. Com isso, se vêem impedidos de acertarem contas com o capitalismo e suas expressões políticas. Continuam aprisionados na imanência. Assim, não olham para a transcendência que pode emancipá-los. Lutam por inclusão e colhem exclusão. Querem viver felizes e se deparam com mais sofrimento. Não sabem como evitar a crescente inutilidade do ser humano. Querem uma natureza preservada e se chocam com a Terra se tornando inabitável. Agarram-se com a tecnologia que os confinam. Não percebem que sua utilização para valorizar o valor criou um impasse, pois elimina o trabalho que é a substância do capital. E aí a lógica do dinheiro produzir mais dinheiro se esgota, desvaloriza-se, dessubstancializa-se. A tecnologia, portanto, tem uma dupla face: ela escraviza, mas pode, se usada com uma crítica aguçada, contribuir para se libertar.

    Bolsonaro aceitou ser candidato para administrar a crise. Usou e abusou de uma corrupção nunca vista: a corrupção computacional. Não reconhece que milhões de pessoas já não são utilizáveis em termos capitalistas. O que acoberta a justificativa para a execução de milhões do sanatório social. É totalmente contra refletir sobre o dinheiro sem valor que aduba a regressão em curso, o recuo da civilização. É cúmplice do sacrifício humano ao trabalho e tempo abstratos. Quer impedir que se discuta um projeto à altura da natureza da crise. Pavoneia-se de ser um burocrata por defender o fetiche do capital. Bolsonaro vem do que é mais retrógado no país. Identifica-se com isso. Ele conta com o apoio de uma nata de obscurantistas que provocam insultando, destroem direitos, solapam a liberdade, queimam a Amazônia, tiranizam a educação, a cultura e a arte. Deixa claro que pretende inocentar policiais/milicianos que cegarem, aleijarem ou assassinarem quem protesta contra ele. Contrariado, chantageia com o AI5. Seu partido é um eco da ditadura civil- militar que se alicerça num programa ainda mais arcaico. Um partido que fará de tudo para tentar impedir uma saída emancipatória da crise. Um partido que está disposto e quer a todo custo o Brasil como coadjuvante do suicídio do capitalismo.

    Diante disso, partidos políticos, quer sejam de direita, centro ou esquerda se movimentam como cordas de caranguejos. Mexem e remexem, mas não saem do lugar porque estão amarrados ao capital. Não querem mudar, mesmo diante da evidência que o capitalismo mudou o seu modo de produção. Frente a isso, a crítica, teórica e prática, que praticam teria que também mudar. Ao não mudarem, colaboram com a administração da barbárie. É o que indica os preparativos para as eleições de 2020 e 2022 com suas falsas polarizações.

    Essa pseud0-crítica assume, assim, a máscara de caráter do faz mas não sabe, demonstrada pela crítica radical. Afinal, o capitalismo produz não apenas mercadorias para as pessoas, mas pessoas para as mercadorias.

    E, hoje, a mercadoria com todas as demais categorias fundantes do capitalismo, entrou na sua crise definitiva. Já não podemos pensar e agir como se o capitalismo ainda pudesse, assim como fênix, renascer das cinzas. No espelho de terror estamos diante da sua barreira histórica, frente à frente com seu limite interno e externo.

    A história do capitalismo mostra, enfim, que sua vitória é também a sua derrota. Uma reflexão que foi extraída da origem do capitalismo. No entanto, permaneceu oculta. A importância do núcleo fundamental que capta os fundamentos do sistema, o valor-dissociação, demorou a ser dimensionada. Hoje o desenvolvimento parcial e a destruição capitalistas entram na sua fase autodestrutiva. A humanidade já convive com a ameaça de extinção humana e ambiental. Aceitará seu desfecho?

    Mas, hoje, ficou insustentável a manutenção da censura sobre a contradição em processo do capital e a prospecção sobre a crise da fronteira histórica do moderno sistema fetichista patriarcal produtor de mercadorias. O conjunto do movimento social, particularmente o movimento feminista, ecológico, anti-racista, LGBT+A, sindical, de intelectuais, professores e cientistas, cultural e artístico tem agora, diante de si, a oportunidade histórica de se superar, através da crítica categorial ao sistema.

    Diante de nós a oportunidade histórica de ultrapassarmos o capitalismo. Para isso temos que construir um novo movimento social com base na crítica radical do valor-dissociação. Um movimento transnacional emancipatório para substituirmos o capitalismo. Um movimento para superarmos a nossa constituição fetichista, a nossa subjetividade narcisista, a nossa formatação inconsciente, a nossa forma-fetiche, enfim, a nossa forma-sujeito.

    Pra começar uma outra história precisamos estar conscientes, livres e associados(as). Para isso é indispensável que realizemos, através de uma comunicação instigativa, muitas reuniões, debates, pesquisas, estudos, discussões com práticas inovadoras e encontros municipais, estaduais, nacionais e internacionais para que suas análises e proposições que serão acolhidas no evento nos possibilitem melhores condições para estarmos à altura das respostas para os desafios do século XXI. Daqui advém o propósito de construirmos o Seminário e Encontro Transnacionais da Emancipação Humana e Ambiental. Essa façanha histórica vai se realizar no Ceará, em Fortaleza/Sítio Brotando a Emancipação nos dias 30 de abril a 03 de maio de 2020. Até lá vamos traçar novos caminhos para se vislumbrar já a emancipação que virá.

SEMINÁRIO E ENCONTRO TRANSNACIONAIS DA EMANCIPAÇÃO HUMANA E AMBIENTAL

30 DE ABRIL A 03 DE MAIO DE 2020

ABERTURA EM FORTALEZA E, EM SEGUIDA, SÍTIO BROTANDO A EMANCIPAÇÃO (CASCAVEL)

(LANÇADO NA FESTA DE ANIVERSÁRIO DOS 77 ANOS DE MARIA LUIZA – 30.11.19)