RAIMUNDO FERREIRA, PRESENTE! ONTEM, HOJE E SEMPRE!

Há 4 anos atrás perdemos o nosso amigo-irmão Raimundo Ferreira, o Raimundo da Encaixe. De uma solidariedade a toda prova, foi nosso parceiro durante muitos anos na divulgação das nossas publicações às quais acompanhava com grande atenção, carinho e competência, opinando, fazendo sugestões e, em alguns momentos, arriscando-se, como na impressão da Cartilha do Dia a Dia, que terminou rendendo um processo contra o companheiro Jorge Paiva. Sem falar nos descontos especiais e até mesmo nas cortesias com que procurava colaborar e viabilizar nossas iniciativas. Atencioso, gentil, alegre, sempre sorridente, era entusiasta do nosso Projeto do Sítio Brotando a Emancipação. Tinha uma curiosidade enorme para entender as nossas análises e propostas sobre as quais travávamos longos debates.

Bateu a saudade, Raimundo! Além da falta enorme que você faz! Você continua realmente presente nas nossas vidas, corações e mentes!

Raimundo, Presente! Ontem, hoje e sempre!

FASCINAÇÃO AINDA QUE TARDIA! Bradesco e a sociedade sem dinheiro!

Um humano muda o mundo – o humano sensível. Ele(a) não está cabendo mais no invólucro em que vive. Não quer ser mais sujeito mercantil. Arrisca a própria vida para salvar inúmeras outras vidas. A vida que dá vida a esse sujeito é um culto à morte que se evidencia na pandemia e seu caos, no capitalismo e seu colapso e Bolsonaro e sua catástrofe. Começa a compreender que o fetichismo do valor constitui a sua forma como sujeito moderno?

No nosso dia a dia, ao vivo e a cores, irrompeu essa melodia inusitada. Vem em sintonia com resistirei, resistirei*. Vem das profundezas da alma. Grita que a vida vale a pena.

Esse exemplo dignificante parte de enfermeiros(as), médicos(as) e demais funcionários(as) da saúde de todo o mundo. Mostra um desprendimento face ao deus-dinheiro. Sinalizam para o fim da vida falsa. Gestam a vida autêntica.

Sem dúvida que as cenas das crianças que cuidam das vidas, embaladas pela voz de Fascinação da Elis, são belas e emocionantes. Mas não conseguem ocultar que estão na contramão da lógica do Bradesco que as promove.

A peça publicitária vai contra a concorrência. O banco a vivifica. Uma agiganta a alma. O outro a apequena. Uma sinaliza que a busca pela vida não tem como base o dinheiro. O outro faz do dinheiro o seu meio de vida. Uma suscita uma pergunta que a humanidade se recusava a fazer: será que agimos conscientemente ao assegurar ao dinheiro a tarefa exclusiva de funcionamento da sociedade? O outro valoriza a interface que se ergueu, e que hoje não se sustenta mais, entre os humanos e o que produzimos – o dinheiro. A sensibilidade da AlmapBBDO e do Bradesco se choca com a realidade do colapso da totalidade das finanças que estão entrando em ruínas. Esta sociedade, Bradesco e AlmapBBDO, enquanto economia monetária com sua política de regulamentação, está com seus dias contados. O fundamento da valorização do dinheiro atingiu seu limite com a eliminação do trabalho e sua substituição com a revolução tecnocientífica. Com isso chega ao fim o moderno sistema fetichista patriarcal produtor de mercadorias.

Em muitas regiões da terra o dinheiro já não existe para a maioria das pessoas. Em muitas outras, avança a consciência teórica e prática para aboli-lo. Sua permanência ainda como forma de socialização e compulsão irrefreável para se obter mais dinheiro estão profundamente abaladas. Não serão refinamentos estéticos promovidos por seus especuladores que vão resolver essa contradição. É inegável que as cenas são belas. Mais belas são as(os) protagonistas que já têm novos horizontes para uma sociedade diferente. Mas uma belíssima fascinação é colocarmos em prática a sociedade sem dinheiro que vem vindo. Uma fascinação indescritível para embelezar a humanidade e o planeta!

 Crítica Radical

(Sobre a publicidade do Bradesco Saúde)

*Canção baseada na música espanhola _Resistiré , do Dúo Dinámico que se tornou, particularmente na Espanha, Hino de resistência ao Covid-19.

Versão portuguesa de VFernandes – https://www.youtube.com/watch?v=_cliyl-zOys

O DUPLO MARX E A ALTERNATIVA AO CAPITALISMO*

Ele teve muitas vidas, várias vezes delas foi despedido, carregou consigo uma dupla teoria, duas interpretações bem diferenciadas sobre crise do capitalismo, comentar sobre a história mundial tem que incluir o seu pensar, captou de maneira fora do habitual a lógica do capitalismo e se adiantou aos tempos, essa sua prospecção explica a origem da crise atual e está na base da gestação do Crítica Radical e, só agora, se prepara para se despedir em paz. Por isso, ao se mencionar crise do capitalismo ele ressurge. E como essa crise é bem diferente das anteriores, irrompe um Marx surpreendente.

Nas vezes anteriores ele ficou aprisionado na interpretação da história como a história da luta de classes. O resultado, como se sabe, foi a impossibilidade de se abrir perspectivas emancipatórias ao capitalismo.

Agora renasce um outro Marx – crítico radical das categorias do capitalismo e autor da interpretação da história como história das relações fetichistas. Aqui a alternativa ao capitalismo se apresenta. Marx já pode se desvencilhar de sua duplicidade. Portanto, como demonstrou Robert Kurz, existem dois Marx: o Marx exotérico e o Marx esotérico. Esse duplo Marx advém das contradições de suas próprias idéias que se apresentam diferentes frente à não simultaneidade interna e externa do desenvolvimento do capitalismo na época. A apreciação aprofundada dessas contradições permite descobrir um outro Marx ainda desconhecido, cuja teoria prospectou, a partir da compreensão da lógica do fundamento da produção burguesa, a natureza da crise da atualidade. Uma crise que já não é mais de expansão, mas da sua fronteira histórica. Aqui as categorias fundamentais do capitalismo não surgem como transhistóricas, naturais, mas como elas entraram em crise, se revelam como construções históricas e, portanto, superáveis. É o que se manifesta como incontornável para superar vírus e substituir o capitalismo.

Por que esse vôo tão ousado da inteligência humana não foi dimensionado?

Essa descoberta foi mantida ocultada sob sete chaves durante muito tempo, muitos anos. Agora, mais recentemente, a porta desse quarto proibido foi escancarada.

Hoje, não tem mais como você não entrar em contato com essa história. Conhecê-la, discuti-la, verificar e comprovar suas contradições, suas fontes, veracidade e atualidade. E mais, você vai perceber que esses estudos ainda são preciosos, não só para compreender o que passou, mas sobre os desdobramentos dos dias atuais.

De tudo isso o que é mais importante é que você pode dar asas à sua instigação ao subir nos ombros deste Marx esotérico. Daqui os horizontes se ampliam e possibilitam com que a imanência busque a transcendência ao moderno sistema fetichista patriarcal produtor de mercadorias através de um movimento transnacional emancipatório, um movimento dos(as) que se associam conscientes e livres para a ruptura ontológica com o patriarcado capitalista.

E aí, embalados(as) pela inspiração emancipatória passamos a ensaiar uma conspiração inusitada conectando com todos aqueles(as) que, através da crítica radical do valor-dissociação, encaram, teórica e praticamente, os complexos desafios do futuro da humanidade e do planeta, construindo já a alternativa ao capitalismo.

Saravá, Marx!

*Por solicitação de amigos(as) reproduzimos aqui a abertura da reflexão sobre Marx, que seria divulgada no Programa Crítica Radical, no dia 05 de maio, data de seu nascimento. Fique ligado(a)! Breve retornaremos!

O VÍRUS, O CAPITALISMO E A ALTERNATIVA

ALTERNATIVA PARA A TEORIA E A PRÁTICA DA EMANCIPAÇÃO HUMANA E AMBIENTAL

O vírus produz caos. O capitalismo, catástrofe. Ambos provocam a tempestade perfeita para o colapso de tudo. Isto estimula, com o confinamento, a uma maior reflexão. Açula a reação. Sacode os reformistas. Mostra ao vivo e a cores as insuficiências do Estado e do Mercado. Alerta os revolucionários para repensarem suas concepções e experiências. Mas pode encetar também uma transformação consciente para a emancipação geral.

O vírus mata milhões de seres humanos. O capitalismo descarta bilhões ao se deparar com sua barreira histórica por ele mesmo construída. Um instala o pavor. O outro, o horror. Um propaga o medo, a insegurança. O outro destila impotência. Um dissemina a inviabilidade da vida. O outro, a vida vazia, falsa e sem sentido. Um vem do desequilíbrio ambiental. O outro, do limite do seu fundamento, da nossa relação social, de uma abstração real.

O vírus derrota a ciência. O capitalismo, através da sua revolução técnico-científica, não consegue mais se reproduzir, ou seja, valorizar o valor, o que o leva a excluir a vida em busca do suicídio. Ambos invisíveis, mas detectáveis. Um produz um ensaio-teste para a destruição em massa. O outro quer, como fênix, renascer de suas cinzas assassinas. Um, os estudiosos começam a desvendá-lo. O outro teve sua lógica descoberta por uma prospecção emancipatória, há muito tempo, que continua sob sete chaves, ocultada. Um, a pesquisa o torna superável. O outro, como uma seita louca suicida, quer se ressuscitar. Um sobrevive com a destruição do sistema de saúde. O outro busca golpes militares para tentar sustentar-se.

Após a terra ir se tornando quase inabitável e os humanos se aproximarem de seres inutilizáveis estamos, agora, frente a frente com a maior e mais grave ameaça à humanidade e à natureza.

Tem alternativa diante disso?

Temos e é através dela que transformaremos a nossa vida. Irrompeu o momento para passarmos a pensar, sentir, sonhar, imaginar, criar e agir sobre as coisas através de um olhar inédito e realmente emancipatório. Ao longo de toda a história a humanidade caminhou, até aqui, inconsciente. A natureza da crise atual, bem diferente de todas as anteriores, nos possibilita um olhar consciente sobre os acontecimentos. Se isso aflorar virá a emancipação.

Esta alternativa é o centro do debate do Programa Crítica Radical para superar o vírus e substituir o moderno sistema fetichista patriarcal produtor de mercadorias.

Fique ligado(a)! Breve retornaremos!

AMIGOS E AMIGAS DO PROGRAMA CRÍTICA RADICAL

Conforme mensagem anterior, estávamos programando a participação dos professores Marildo Menegat, Carlos Toledo, Anselm Jappe e outros(as) convidados(as) do Encontro e Seminário Transnacionais. Além deles teríamos a continuidade com os professores Paulo Arantes, Gabriel Zacarias e Luis Guilherme. Na pauta também um especial no dia 05 de maio para superar Marx, data do seu nascimento.

 Infelizmente tivemos que colocar o programa em stand by temporariamente. Além das perdas dos companheiros Ramone, do Crítica Radical e Célio Freire, ex-presidente do SINTAF, houve o agravamento da situação da pandemia do coronavírus no Ceará, inclusive com a decretação do lockdown.

Com disso decidimos tomar mais cuidados na questão do isolamento social dos membros da equipe, diante da situação de caos do sistema de saúde no estado e país. Ao mesmo tempo estamos buscando formas de transmissão do programa sem necessariamente a presença de toda a equipe.

Para isso se fazem necessários novos equipamentos, inclusive para transmissão em várias redes sociais ao mesmo tempo. Para o que, aliás, solicitamos desde já contribuições, sem prejuízo da campanha de finanças mais ampla que estamos programando.

Lamentamos essa interrupção no momento em que se registrava aumento significativo de participações e visualizações do programa. Lembramos que os programas, palestras, entrevistas, vídeos, textos, etc., estão nas nossas páginas do Facebook, Youtube e no nosso site (www.criticaradical.org).

O Canal da Emancipação continua!

Nesse momento em que se conjuga a crise do vírus com a mais grave crise do capitalismo, impõe-se a urgência da discussão e da mais importante tarefa de substituição do moderno sistema fetichista patriarcal produtor de mercadorias que é a construção da alternativa da Emancipação Humana e Ambiental através da organização do novo movimento social transnacional emancipatório.

Fiquem ligados(as)! E fiquem atentos(as) na preservação das nossas vidas nesse momento importante da caminhada consciente da humanidade para enfrentar e superar a história das relações fetichistas, construindo a sociedade da vida autêntica, plena de sentido.

Um abraço,

Crítica Radical