HOMENAGEM À COMPANHEIRA CÉLIA ZANETTI, SEGUIDA DE DEBATE EMANCIPAÇÃO JÁ DO CAPITALISMO! NESTE SÁBADO, 1º DE FEVEREIRO, ÀS 9 HORAS.

PRA COMEÇAR UMA OUTRA HISTÓRIA!

EMANCIPAÇÃO JÁ DO CAPITALISMO!

O CAPITALISMO ACABOU! MAS, BOLSONARO, LULA, TRUMP, PUTIN, XI JIPING, MÍDIA, FORUM ECONÔMICO MUNDIAL, DEMAIS POLÍTICOS(AS), COM SEUS CANDIDATOS(AS) E PARTIDOS… AINDA ESCONDEM QUE O CAPITALISMO ESTÁ NA UTI!

VEJA PORQUE PODEMOS SUPERÁ-LO(S) CONQUISTANDO UMA VIDA PLENA DE SENTIDO!

A bandeira branca da rendição foi levantada face ao capitalismo. Ficaram sem horizontes o marxismo, o socialismo, o anarquismo, o movimento dos trabalhadores(as), particularmente o movimento operário, e também os movimentos de libertação nacional. Estão sem perspectivas os movimentos antirracistas, feministas, ecológicos, antiLGBTfobia. Entrou em dissolução o bem estar social burguês. A nostalgia tomou conta do paradigma keynesiano. O desmoronamento avança no 3º mundo. Reforma e revolução se confundem. A contra-reforma substituiu a reforma. Conquistas sociais importantes entraram em liquidação. O paradigma neoliberal, ao virar consenso suprapartidário, torna-se lixo ideológico.  A resistência ficou sem resistência. Grandes greves e movimentos sociais incendiários estão derrotados. A resignação tomou conta do movimento social.

 A predominância, até aqui, de uma crítica que não vai às raízes de toda essa história constitui a nossa principal limitação. Anteriormente, a crítica não percebeu a atmosfera autoritária que resultou na derrota da democracia durante o golpe de 64.  Em seguida, também não dimensionou o significado da restauração democrática face à transição transada da ditadura civil-militar. Mais recentemente, também não percebeu as matrizes autoritárias não só durante o impeachment, mas, também, nas eleições de 2018.

Em todas essas situações ignorou-se que democracia e ditadura são expressões políticas do capitalismo. A ausência de uma compreensão sobre o capitalismo, sua dinâmica, sua fronteira histórica, sobre o fetichismo que faz parte da realidade básica do capitalismo e sobre a ruptura com o trabalho como princípio de síntese social e demais categorias fundantes do sistema desarmou a crítica. A discussão atual sobre autoritarismo e democracia continua padecendo dessa grave insuficiência.

Essa compreensão ganha uma relevância extraordinária diante da crise atual que paralisa a crítica em vez de mobilizá-la para uma crítica radical de que essa crise é a crise final do capitalismo no seu limite interno e externo. Deixaremos, novamente, escapar a oportunidade histórica para ultrapassarmos o capitalismo e todas as suas expressões políticas, particularmente a bolsonarista?

O leitor(a) escaldado(a) dirá que o papel aceita tudo e que ficou impossível mudar o que está aí e que ninguém vai obrigá-lo(a) a olhar para o espelho. E mais: quem somos nós pra nos colocarmos com essa audácia?

O que temos a dizer? O Crítica Radical sempre alertou sobre a crise da fronteira histórica do capitalismo, de seu colapso, de sua catástrofe, do desabar do mundo patriarcal produtor de mercadorias. Que a troca da força de trabalho pela microeletrônica é a última manifestação do valor, o fundamento da produção burguesa. Ou seja, a força de trabalho é a fonte de mais-valor (mais-valia) e a sua gradual racionalização enfraquece o propósito da valorização, isto é, o valor não se valoriza, o dinheiro não se multiplica e o capital se dessubstancializa. Com essa rápida desvalorização o capitalismo transforma-se num cadáver que ainda move o mundo, é verdade, mas que pode ir pelos ares se emanciparmos a riqueza concreta da sua forma abstrata.

Além disso, o Crítica insistiu que o capitalismo devoraria literalmente o mundo e a si mesmo. Que o desenvolvimento das forças produtivas se revelaria como desenvolvimento das forças destrutivas. Que o capitalismo tem um poder de autodestruição que pode se realizar se nós não acabarmos com ele. Que não se deveria confiar no crescimento fictício que num futuro próximo estaria associado a uma rápida desvalorização do dinheiro, tornando inviável o sistema. Que a pretensão de que a deflagração de uma III Guerra Mundial poderia fazer o fênix renascer das cinzas se depara, dado o poder mortífero das armas atômicas, com a eliminação da humanidade e do planeta. Que a relação de dissociação sexual viveu, juntamente com a dinâmica capitalista, uma história que é sempre reconfigurada, sem ser ultrapassada em sua essência.

Durante muitos anos enfrentamos recusas categóricas, tanto do pensamento burguês, quanto do marxismo tradicional e do pensamento pós-moderno, entre vários outros. Mas, agora, diante das incontestáveis confirmações de nossas análises e da chegança da realidade ao pensamento da crítica radical do valor-dissociação, o que dirão? Configurado, hoje, que o limite do capital é o próprio capital, o que farão? Como reagirão diante da desvalorização do dinheiro, da perda de seu papel, de sua obsolescência? Insistirão em não levar em consideração que o capitalismo produz não apenas mercadorias para os seres humanos, mas seres humanos para as mercadorias? Prosseguirão negando que o valor é a dissociação e a dissociação é o valor? Continuarão assumindo, na nova qualidade da crise, a administração da barbárie suicida do macho branco ocidental e do seu sistema, o capitalismo?

Reafirmamos aqui que crise não é sinônimo de emancipação. Nenhuma sociedade na história da humanidade se apresentou tão descaradamente como absoluta e formatou, através do fetichismo, tão fortemente o ser humano como o capitalismo. Portanto, não pode haver emancipação social espontânea desta imposição absurda. Por causa disso, vivemos no dia a dia do Crítica uma conspiração permanente na dialética entre imanência e transcendência, dada a relação que temos com o conjunto dos movimentos sociais daqui e de outros lugares. Nessa instigação crítica e consciente, temos insistido muito na autonomia da teoria, mas procuramos ser criativos e imaginativos na busca permanente por sua práxis correspondente, como expressou o BASTA! Ato da Emancipação! Enfim a Saída! realizado na última sexta-feira do ano de 2019.

Não há nenhuma tendência da história das relações fetichistas para a emancipação, conforme temos repetido inúmeras vezes. Mas, é importante constatar que é uma ironia da história que o triunfo do capitalismo coincida historicamente com a sua crise final. Isto é, que a vitória do capitalismo seja também a sua derrota.

Diante de tudo isso, uma resposta à altura dos desafios do século XXI vem aí. Vai irromper, em abril/maio, em Fortaleza/Sítio Brotando a Emancipação, uma força social que mata e enterra o dragão, desligando sua tomada na UTI. Um movimento transnacional emancipatório que conquista a emancipação humana e ambiental, eliminando o patriarcado produtor de mercadorias. Que vai muito além do que é imediatamente possível, tanto nas formas de organização da solidariedade, quanto na construção de instituições coletivas sem objetivos comerciais nem estatais e que tenham como objetivo, através de formas autônomas, auto-organizadas, horizontalizadas, a apropriação de maneira abrangente das forças produtivas sociais. Que muda a vida falsa por uma vida autêntica. Que põe um fim no sistema com seu limite interno e externo. Que ultrapassa, portanto, o moderno sistema fetichista patriarcal produtor de mercadorias com sua barbárie racista, feminicida, homofóbica, ecocida, genocida. Que põe um paradeiro na destruição e autodestruição capitalistas. Que elimina o obscurantismo, a miséria, a fome, o negativismo, a intolerância, o fundamentalismo religioso, a opressão, discriminação, exploração, dominação, exclusão e antissemitismo. Que suplanta o totalitarismo do mercado (dinheiro) e do Estado (política). Que supera psicopatas como Trump, Bolsonaro, etc como suas expressões políticas. Que termina com a regressão antropológica. Que elimina a devastação ambiental com seu desmatamento e aquecimento global. Que põe abaixo a falsa polarização política. Que não aceita que a Terra seja inabitável. Que elimina a guerra em todo o planeta. Que multiplica as potencialidades dos seres humanos, impedindo a sua inutilidade em curso. Que supera a esquerda até agora existente que está tão impotente diante do limite interno e externo da máquina de valorização como as elites capitalistas. Que acaba com as exigências loucas do capitalismo. Que constrói uma sociedade humanamente diversa e desfetichizada, socialmente igual e criativa, ecologicamente exuberante e bela, prazerosa no ócio produtivo e completamente livre.

A emancipação, portanto, não é a realização de uma sentença ditada por uma história fracassada. Sim, é verdade que suas coações objetivas fetichistas continuam existindo. Mas a forma dessa existência não se encontra estabelecida linearmente e pode ser disputada. Hoje, estamos diante da possibilidade de construirmos uma nova relação social através de seres humanos antifetichistas, conscientes, associados e livres. É este o objetivo que os críticos(as) radicais do valor-dissociação daqui, do Brasil e do mundo estão propondo para começarmos uma outra história.

ULTRAPASSAR O MODERNO SISTEMA FETICHISTA PATRIARCAL PRODUTOR DE MERCADORIAS, O CAPITALISMO!

APROPRIAÇÃO ABRANGENTE DAS FORÇAS PRODUTIVAS!

ENCONTRO – 1º/FEVEREIRO/2020 – DE 9H ÀS 16H – SINTUFC

Waldery Uchoa, 50 – Praça da Gentilândia – BENFICA

NA ABERTURA, HOMENAGEM À CÉLIA ZANETTI NOS DOIS ANOS DA SUA DESPEDIDA

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