O VÍRUS, O CAPITALISMO E A ALTERNATIVA

ALTERNATIVA PARA A TEORIA E A PRÁTICA DA EMANCIPAÇÃO HUMANA E AMBIENTAL

O vírus produz caos. O capitalismo, catástrofe. Ambos provocam a tempestade perfeita para o colapso de tudo. Isto estimula, com o confinamento, a uma maior reflexão. Açula a reação. Sacode os reformistas. Mostra ao vivo e a cores as insuficiências do Estado e do Mercado. Alerta os revolucionários para repensarem suas concepções e experiências. Mas pode encetar também uma transformação consciente para a emancipação geral.

O vírus mata milhões de seres humanos. O capitalismo descarta bilhões ao se deparar com sua barreira histórica por ele mesmo construída. Um instala o pavor. O outro, o horror. Um propaga o medo, a insegurança. O outro destila impotência. Um dissemina a inviabilidade da vida. O outro, a vida vazia, falsa e sem sentido. Um vem do desequilíbrio ambiental. O outro, do limite do seu fundamento, da nossa relação social, de uma abstração real.

O vírus derrota a ciência. O capitalismo, através da sua revolução técnico-científica, não consegue mais se reproduzir, ou seja, valorizar o valor, o que o leva a excluir a vida em busca do suicídio. Ambos invisíveis, mas detectáveis. Um produz um ensaio-teste para a destruição em massa. O outro quer, como fênix, renascer de suas cinzas assassinas. Um, os estudiosos começam a desvendá-lo. O outro teve sua lógica descoberta por uma prospecção emancipatória, há muito tempo, que continua sob sete chaves, ocultada. Um, a pesquisa o torna superável. O outro, como uma seita louca suicida, quer se ressuscitar. Um sobrevive com a destruição do sistema de saúde. O outro busca golpes militares para tentar sustentar-se.

Após a terra ir se tornando quase inabitável e os humanos se aproximarem de seres inutilizáveis estamos, agora, frente a frente com a maior e mais grave ameaça à humanidade e à natureza.

Tem alternativa diante disso?

Temos e é através dela que transformaremos a nossa vida. Irrompeu o momento para passarmos a pensar, sentir, sonhar, imaginar, criar e agir sobre as coisas através de um olhar inédito e realmente emancipatório. Ao longo de toda a história a humanidade caminhou, até aqui, inconsciente. A natureza da crise atual, bem diferente de todas as anteriores, nos possibilita um olhar consciente sobre os acontecimentos. Se isso aflorar virá a emancipação.

Esta alternativa é o centro do debate do Programa Crítica Radical para superar o vírus e substituir o moderno sistema fetichista patriarcal produtor de mercadorias.

Fique ligado(a)! Breve retornaremos!

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